quinta-feira, 7 de julho de 2011

Petrobras: Hora de ir às compras? Sei não...



Para Position (operações de longo prazo), as ações da Petrobras podem ser uma boa oportunidade, mas mesmo assim com muita cautela. E com uma boa estratégia de entrada.

Fora essa possibilidade, para Swingtrade (operações que duram de dois a trinta dias) ou até mesmo Daytrade (compra e venda no mesmo dia), falar em operações compradas nesse momento é no mínimo arriscado, já que o mercado brasileiro (em completa discordância com o Americano), está em clara tendência de baixa.

E até esse movimento apresentar sinais convincentes de reversão, a ordem do dia continua sendo operar na mão de venda (seja alugado ou à descoberto), operações essas que tem se mostrado tão (ou mais) lucrativas do que operações compradas (quando em um cenário de alta).

Segue abaixo a matéria do Jornal Valor Econômico, que deu origem ao meu comentário acima:

Ações da Petrobras já estão abaixo do valor patrimonial
Cláudia Schüffner e Nelson Niero | De São Paulo | 06/07/2011

O valor de mercado da Petrobras está, pela primeira vez desde 1999, abaixo do patrimônio líquido da empresa. O indicador é uma maneira de medir o que o mercado coloca de expectativa em uma ação. Quanto maior a diferença, mais se espera da empresa no futuro. Ontem, o preço sobre o valor patrimonial da ação preferencial da Petrobras fechou em 0,98 vez, ou seja, o papel vale menos na bolsa do que nos livros. Para a ação ordinária, a relação era de 1,08 vez.

Maior empresa da América Latina e uma das maiores empresas de energia do mundo, a Petrobras tem hoje uma das ações mais desvalorizadas do setor de petróleo e gás. Na maior companhia do setor, a americana ExxonMobil, a relação está acima de 2,5 vezes. Numa lista de 56 ações elaborada pelo Valor, os papéis da estatal brasileira só ganham de quatro, entre eles, a Petrobras Argentina.

Entre as ações do Índice Bovespa, a maior relação ontem era a da Cielo: 23,91 vezes. O menor, da Eletrobras, a holding estatal do setor elétrico: 0,36 vez na ordinária e 0,45 vez na preferencial.

No caso da Petrobras, as ações, preferenciais ou ordinárias, eram negociadas desde 1999 com um ágio.

Para especialistas ouvidos pelo Valor, a destruição de valor só deve ser revertida quando aumentar a confiança do mercado na empresa. Parte dessa retomada depende da qualidade dos investimentos que a companhia planeja executar, alguns já em marcha.

Almir Barbassa, diretor financeiro da estatal, acha que a perda de valor das ações é resultado de um conjunto de fatores que passa pela capitalização com barris de petróleo (cujo preço foi considerado elevado na época) e aumento da percepção de interferência do governo na companhia. "A capitalização não foi bem entendida e ainda não foi digerida. O investidor acha que fizemos mau negócio", admite.

A estatal brasileira, que chegou a estar entre as cinco empresas de maior valor de mercado do mundo, estava ontem no 11º lugar, segundo a Bloomberg.

Clique aqui para acessar a matéria no site do Valor Online
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