terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Ibovespa para 22/02/2011



Pegando emprestado o emblema da honrosa FEB, hoje a cobra deve fumar:  Forte fechamento negativo na Ásia, com destaque para o tombo de 2,62% do Shanghai Composite, o que deve pesar ainda mais no preço da VALE5. Nesse momento as principais praças européias seguem negativas, com Londres (FTSE100) e Paris (CAC40) com perdas acima de 1%.

Nos EUA, que não abriu ontem devido ao feriado nacional (Presidents Day), temos os Índices Futuros com forte baixa, como não se via há muito tempo: S&P -0,35 / Dow -0,93%.

Resumindo, com a tensão no Oriente Médio e a possibilidade do rebaixamento do Rating Japonês, somado à queda dos Futuros nos States, não há outro cenário para se ver hoje do que o baixista.

Analisando o Ibovespa:

Com a queda de ontem (1,19%), o IBOV vai dando pinta de deixar um topo no diário, o que abre a possibilidade de um estudo por Fibonacci, um pouco mais longo (visualizando retração, com topo em 13/01 e fundo na mínima do ano, deixada em 09/02). Esse cenário, a lá Nouriel Roubini, só muda caso o índice confirme um fundo acima do anterior, que é exatamente o deixado no início de fevereiro.

Deixando um fundo acima, assim que romper os 68.200 pontos estaria formado e confirmado um pivô de alta, entrando assim em um movimento de alta no curto (mesmo com o IBOV em um movimento de baixa no médio prazo).

Até essa definição, vale redobrar a atenção para não passar calor desnecessário (deixe para passar calor na sauna).

Os pontos de teste continuam os mesmos de ontem: Resistência nos 68.200 e suporte em 64.000 pontos.

Pelos indicadores, meu IE segue sem sinalização. H-MACD alinhado com o movimento de alta iniciado em 10/02. O volume veio baixo, mas fruto do feriado nos EUA ontem.

No geral, o cenário hoje é bem ruim para os comprados:

- Mercados externos cambaleando, Futuros Americanos em queda considerável, DJI voltando pós feriado e IBOV deixando um provável topo no diário.

Não dá para acreditar que teremos um dia positivo por aqui, a exemplo do que o resto do mundo vai desenhando. Tentando ver por um prisma positivo, caso aconteça algum milagre, o rompimento dos 68.220 pontos deixa o índice livre para buscar novas altas (quem não chora não mama).
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