quarta-feira, 20 de julho de 2011

Renda Fixa ou Varíavel?



É comum receber perguntas sobre "como rentabilizar o capital, sem se expor muito ao risco de perda". E a pouco novamente colocaram essa dúvida.

E aí, o que fazer? Poupança, Bolsa de Valores ou Colchão (debaixo dele)?

A rentabilidade de qualquer investimento é (e sempre será) diretamente proporcional ao risco, ou seja, quanto maior o risco, maior a possibilidade de ganho (sem se esquecer também que maiores serão as chances de perda). Se a possibilidade de perda te causa calafrios, esqueça a Bolsa de Valores, que apesar das fantásticas oportunidades que surgem diariamente, há sim o risco de perda de capital.

A esses Investidores, o que sobra é a Renda Fixa, que remunerá 1% ao mês, mais ou menos. E para isso, se a Bolsa de Valores não fosse um investimento viável para mim, com certeza escolheria o Tesouro Direto, em detrimento de outras aplicações atreladas ao CDI, por exemplo. Para falar um pouco dessa forma de investimento, usarei uma postagem que fiz em abril último, e que continua válida.

Segue abaixo:

Basicamente não há nenhum dos enlatados, vendidos pelo sistema bancário, que bata a inflação atualmente. Tais produtos só são bons para o banco, nunca para o investidor. E olhando para o Tesouro Direto, vejo as NTN-B (Notas do Tesouro Nacional, série B), que remuneram pelo IPCA (índice de preços ao consumidor amplo), somando taxa pre-fixada (definida no ato). Não dá muita coisa, mas com certeza bate a inflação e ainda sobra algumas migalhas percentuais (+/- 0,20%).

De forma resumida, ao comprar Tesouro Direto você está emprestando dinheiro para o Governo, com um risco relativamente baixo, ou seja, com um risco x retorno interessante (isso para quem não vê no Mercado de Capitais uma forma de investimento viável, seja pelo atual movimento de baixa, seja pelos riscos envolvidos, ou até mesmo pela fase da lua...).

Há ainda outros investimentos com remuneração próximas das NTN-B, como LFT´s, Fundos Imob.  ou Debêntures. Mas entre A ou  B fico com a B, digo NTN-B. Simples, direto ao ponto e com real proteção contra a atuação inflação.

Fora isso, ilustríssimo leitor, dinheiro na Caderneta de Poupança = diminuição do poder de compra, que diariamente é corroído pelo efeito da inflação.
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