quarta-feira, 2 de março de 2011

Ibovespa para 02/03/2011



Os mercados asiáticos fecharam em forte queda (Hang Seng -1,49% e Nikkei -2,43%). A exceção ficou por conta da Shanghai Composite (-0,18%). Tal movimentação vai pesando nos negócios na Europa nesse momento, desenhando um dia difícil para o lado de lá do Atlântico.

Nos States, o Dow Jones pode ter deixado um topo no diário, ao fechar o pregão de ontem em baixa de 1,38%, (que se confirma caso feche hoje abaixo da mínima de ontem, que foi também o valor de fechamento, ou seja, 12.058 pontos). O caminho livre que o índice tinha pela frente, agora está congestionado entre a resistência dos 12.260 e o suporte em 11.980. Romper acima mantém a busca pelos 12.400. Já perder o suporte significa pivô de baixa = calor para os comprados.

Os índices futuros seguem na contra mão dos mercados, com pequena alta nessa manhã, mas ainda sem direção certa.

Resumindo, fica difícil ver o mercado externo, da forma com que está se desenhando, e não imaginar um cenário baixista.

Analisando o Ibovespa:

Apesar da forte queda de ontem (1,69%), o IBOV continua dentro da congestão iniciada no dia 22/02. Com isso, só a perda do fundo de 23/02 (66.050 pontos) ou o rompimento da máxima de ontem (66.700) e que irá definir a direção do índice. Até lá estamos tecnicamente congestionados.

O destaque (negativo) fica para o rompimento, em fechamento, do piso da cunha (2), o que em tese projeta (3) o IBOV a testar, no mínimo, os 64.000 pontos (situação essa que pode ganhar força hoje com o rompimento dos 66.050, o que abriria um novo pivô de baixa no curto prazo).

Os indicadores continuam calados, sem sinais de direção. O volume não fede nem cheira, pois veio baixo (como é de se esperar em dias de queda).

Por fim, o cenário que traço para o mercado interno é neutro (até que se rompa um dos extremos), com viés baixista (puxado pelo mercado externo e pela proximidade do fundo de 23/02).
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